Necessito a hipótese da tua lua derramar em mim o mesmo brilho que te contempla. Necessito teu vagar desconhecido que eu pretendo decifrar em gota. O dia é margem pretensiosa, escorregadia pra meu caminhar viciado. Que rastro conhece teus passos e quando partem? Que estrada a ti há de me entregar? Sigo tateando a relva pois desconfio dos olhos baços. Os cravos muito me cansam e as margaridas não me detêm. Alecrim, escorre o teu perfume a me buscar. Hás de tragar minha forma, hei de florescer na margem do dia.
Entradas do Maio 2009
Filosofia de vida de que nem sabe rimar
Quinta-feira 7, Mai 2009 · Deixe um comentário
Onde cabe tudo, nada cabe.
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Quinta-feira 7, Mai 2009 · Deixe um comentário
Fora a palavra arrancada de sua voz tão cedo, que nunca sentiu falta. Caminhou carregando o silêncio. Emergiu da trincheira ao alcance do sol, sem escudo nem arma. Foi vítima do som que não captava. Quando tudo escureceu, tentou dizer “adeus”.
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