Você me entediou. Então eu parei. Quando parei, pensei. E quando eu pensei; bem, verdade seja dita, fiquei com sono. Mas insisti no pensamento. Insisti tão vigorosamente que o sono violento se apossou de mim. E sonhei. Sonhei que você me beijava, contra minha vontade. Por algum motivo, desses motivos bem baratos como num filme, eu estava imobilizada. Mas não havia agonia, não era violento. Nem por isso era agradável. Não, era bem nojento. Desculpe por dizer, mas foi bem nojento mesmo. Não gosto de línguas grandes, só de pensar nelas faço uma careta imaginária e sinto subir um arroto (imaginário). As poucas experiências que tive com mulheres assim, avantajadas, foram desastrosas. Nenhuma, porém, tão incômoda ou nojenta como a do sonho. E foi dessa forma que eu tomei nojo de você. Tudo por causa de um sonho. Tudo porque você me entendiou. E quando fiquei com tédio, parei. Quando parei, pensei. E quando pensei; bem, você já sabe.
Explicando por que tomei nojo de você.
Quarta-feira 9, Jul 2008 · Deixe um comentário
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